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Quem é seu Deus?


Por que esta pergunta?


Todos estamos em uma jornada rumo ao crescimento emocional e espiritual.

Nesta jornada, enfrentamos obstáculos, dificuldades, e até mesmo “tombos” ou “recaídas”.


Qual é a importância desta pergunta neste contexto?


Porque dependendo do Deus em quem eu creio, em um momento de recaída, eu vou correr PARA Deus e procurar conforto nele, ou vou correr para longe dele, e me esconder dele.


Portanto, novamente a pergunta: Quem é seu Deus?


Cada um de nós desenvolve uma “teologia” – conceitos a respeito de quem Deus é. Muitos de nós tivemos pais ausentes, indiferentes, cruéis e até mesmo violentos. O mundo ao nosso redor constante nos avalia e aprecia de acordo com nosso desempenho e comportamento. Nós mesmos fazemos isto com outras pessoas e com nós mesmos! Acabamos transferindo estas experiências para Deus, acreditando que nosso relacionamento com ele é semelhante ao relacionamento com nossos pais, baseado no nosso desempenho, ou até mesmo no “humor” dele. Transferimos esta atitude para Deus, acreditando que ele também nos avalia da mesma maneira.


Quando lemos o Velho Testamento, acreditamos que Deus tem conosco o mesmo tipo de relacionamento que tinha com os hebreus. O problema é que não entendemos a diferença entre a Velha Aliança, debaixo da qual nós não estamos, e a Nova Aliança! Em geral fazemos uma “mistura” das duas alianças, o que gera uma imagem distorcida de quem Deus é.


Imaginamos que com uma mão ele nos abençoa quando fazemos as coisas certas; com a outra, ele nos castiga quando erramos. Não é assim que muitos de nós vêm Deus? Será que Deus é esquizofrênico?


E você, quando tem um “tombo” – corre PARA Deus, ou para LONGE de Deus?


Quem é Deus para você quando você experimenta um fracasso?


Irado? Decepcionado? Indiferente? Distante?


Ou amoroso, compassivo e gentil?


Como vou correr para Deus quando mais precisar dele, se tiver uma visão dele como um ser esquizofrênico, instável?


É muito importante termos uma visão correta de quem Deus é. Quando não vemos Deus como ele realmente é, há resultados terríveis:


1. Não crescemos emocional e espiritualmente


O crescimento é importante, pois o comportamento pecaminoso que ainda temos às vezes é justamente consequência da imaturidade emocional e espiritual.


Para que haja mudança de comportamento, é necessário haver crescimento. Mas não há crescimento se não houver um relacionamento íntimo com Deus.

Desta forma, enquanto eu tiver uma visão errada de quem Deus é, não crescerei de forma adequada, e continuarei aprisionado aos comportamentos pecaminosos (mais na jornada do crescimento)


2. Cometemos Jeremias 2:13.


O que é Jeremias 2:13? Cometemos Jeremias 2:13 todas as vezes que acreditamos em alguma mentira a respeito de Deus!


Foi assim que aconteceu com Adão e Eva, e é assim que o inimigo tenta fazer conosco.


Como podemos saber quem Deus é?


Olhando para Jesus – observando a forma como ele se relacionou com as pessoas ao seu redor: ele sempre foi amoroso, compassivo e gentil como todos os quebrantados, humilhados, doentes, rejeitados e fracassados. Jesus só foi “duro” com os religiosos, que acreditavam que Deus os aceitava devido ao seu desempenho. De fato, o próprio Jesus disse que ele veio para salvar, e não para condenar as pessoas. E o próprio Jesus também nos disse que quem o vê, vê ao Pai. Portanto, se quero saber quem Deus é, basta eu olhar para Jesus e estarei vendo o Pai!


Poderíamos fazer uma lista dos diversos “atributos” de Deus... Mas ao invés disso, quero compartilhar com vocês uma “carta”, que recebi de Deus quando estava meditando e preparando esta plenária.


É uma carta de Deus, para todos nós. Quando eu ler a palavra “filho”, todos nós estamos incluídos, ou seja, filhos e filhas.


Abra seu coração. Receba estas palavras como vindo diretamente do coração de Deus para você. Estas palavras são verdade, e esta verdade pode libertar você!


A Carta de Deus para Você:

Meu filho querido:


Eu nunca estive longe de você; eu nunca me afastei. Sempre estive perto, mesmo quando você sequer sabia da minha existência! Eu sempre soube de todas as suas lutas e dificuldades, e todas as suas tentativas de dar sentido à sua existência.


Mas, acima de tudo, eu sempre soube o que eu queria fazer com você, e em você! Desde o momento em que eu perdi você, eu não descansei até encontrar você e trazer você de volta para casa! Foi necessário abrir mão daquele a quem mais amo, meu filho primogênito, Jesus, seu irmão mais velho, para comprar você de volta! É isso mesmo, você vale para mim o mesmo que Jesus vale – tudo! Foi um alto preço, mas valeu a pena!


Jesus derramou seu sangue para pagar e remover todos os seus pecados! Ele tirou para sempre tudo aquilo que separava você de mim, tudo o que impedia que eu pudesse habitar em você, e ser sua vida. Mas Jesus também se tornou o que você havia se tornado devido à queda – morte, que é a mesma coisa que pecado – tudo aquilo que é o oposto do que eu sou. Jesus fez isto para que você pudesse ser feito o que ele é – santo, justo e perfeito! Sim, na cruz houve uma troca: ele morreu para você ter vida – e esta vida sou eu mesmo! Você pode não acreditar nesta verdade, mas eu estou vivendo em você neste exato momento.


Eu sei que você ainda não entende isto, pois ainda crê que são as coisas que você faz ou deixa de fazer que determinam quem você é. Mas isto não é verdade. É o seu nascimento espiritual que determina sua verdadeira identidade, e não o seu comportamento. Da primeira vez, você nasceu espiritualmente morto, sem minha vida fluindo dentro de você. Foi por este motivo que você passou tanto tempo tentando construir uma “vida própria”, querendo dar sentido à sua existência sem mim. Você procurou encontrar sua identidade em atividades, coisas materiais, e até mesmo em relacionamentos emocionais e sexuais com outras pessoas, mas sem sucesso!


Eu fiz você a partir de mim mesmo, para mim mesmo, para o simples propósito de incluir você no relacionamento de perfeito amor que tenho com o Filho e com o Espírito Santo. Eu fiz você para derramar a mim mesmo dentro de você e ser sua vida! Esta é a verdadeira razão da sua existência – me conhecer, e ter a mim como sua própria vida. Eu sempre quis expressar minha vida em você e através de você, em todo o universo, por toda a eternidade.


É por isto que nada que existe, que não seja eu mesmo, é capaz de preencher seu interior, pois você foi feito por mim, para ser minha morada.


Mas para que isto fosse novamente possível, não era suficiente você ser perdoado de seus pecados. Algo mais necessitava ser feito. Por isto, eu dei a você, por meio de Cristo, um novo começo, um novo nascimento. O seu segundo nascimento foi algo sobrenatural! Eu incluí você em meu filho Jesus quando ele estava na cruz. Você se lembra que eu lhe disse que você havia nascido espiritualmente morto da primeira vez? Pois bem, eu uni você ao meu filho, vocês se tornaram um, e ele experimentou o que você havia se tornado – morte – e vocês dois morreram juntos naquela cruz. Em seguida, vocês foram sepultados. Foi assim que eu me livrei para sempre da sua velha natureza pecaminosa. Aquela velha pessoa que você era morreu e está para sempre sepultada.


Quando Jesus ressuscitou, ele recriou um novo você, tendo a minha própria natureza, renascendo dentro de você como sua própria vida! É isso mesmo, meu filho Jesus agora é sua verdadeira vida, e ele está vivendo dentro de você, como você! Eu sei que não é fácil entender tudo isto inicialmente, mas eu vou lhe ensinar o que tudo isto significa.


Meu filho, é assim que eu vejo você agora! Você é santo, puro e perfeito como meu filho Jesus, pois você é um só ser com ele!


Quanto ao seu comportamento, você está aprendendo a caminhar! Você ainda não sabe como viver a partir da nova pessoa que você é. De fato, você não nasceu sabendo isto, mas eu estou lhe ensinando, e eu sou um ótimo professor! Eu sei que às vezes você ainda acredita no que suas emoções, tentações e até mesmo seu comportamento e erros lhe dizem – você ainda crê às vezes que continua sendo a mesma pessoa que você era, mas lembre-se, é o seu nascimento que determina sua identidade, e não seu comportamento. Eu comecei um bom trabalho em você, e eu vou termina-lo.

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