FAQ – Perguntas e Respostas Frequentes

  • Descobri que meu filho (ou minha filha) é gay!! Socorro!! O que devo fazer??

    Esta é uma das perguntas mais frequentes nos seminários, congressos e conversas que tenho tido com muitas pessoas, desde que me envolvi no ministério de redenção da sexualidade. Muitos pais, mães, e também parentes e amigos de pessoas que estão de alguma forma envolvidas na homossexualidade, procuram ajuda, pois desejam saber como lidar com a homossexualidade da pessoa que amam.

    O clima social e político hoje, com relação à homossexualidade, é muito tenso e polarizado. Há muitas vozes dissonantes ao nosso redor, e diferentes grupos empurrando estratégias confusas e contraditórias.

    Meu objetivo neste artigo é compartilhar com você sete estratégias que acredito poderão lhe ajudar nesta questão, e que possam lhe dar esperança e conforto neste conflito.

    Identifique o verdadeiro problema da pessoa que você quer ajudar.

    A grande maioria das pessoas que possui sistema de valores cristãos imediatamente imagina que o problema principal de uma pessoa envolvida na homossexualidade é o seu comportamento sexual. O raciocínio básico é mais ou menos o seguinte: “é uma prática pecaminosa…. a Bíblia diz que quem pratica a homossexualidade não vai para o céu… eu amo meu filho, minha filha, quero o melhor para ele (ou ela)… portanto, preciso convencê-lo e/ou ajuda-lo a deixar este comportamento.” Mas será que o comportamento é o verdadeiro problema da pessoa na homossexualidade? Ou será que o comportamento é apenas o sintoma do verdadeiro problema?

    De fato, qual é o verdadeiro problema, não somente das pessoas na homossexualidade, mas de todas as pessoas sobre a face da terra? Será que é somente o que elas fazem de errado?

    É claro que há comportamentos destrutivos e auto destrutivos que necessitam ser mudados. Por exemplo, uma pessoa que fuma está prejudicando a si mesma e às pessoas ao seu redor, inclusive membros de sua família. É um comportamento destrutivo, que deve ser mudado.

    Mas será que o comportamento homossexual é simplesmente um hábito adquirido, como fumar? Ou será que é algo mais profundo, relacionado a uma busca por significado, propósito e identidade? Hoje eu creio que o comportamento homossexual é uma busca pela resposta à pergunta: “Quem sou eu?”  Esta pergunta surgiu no momento em que Adão e Eva acreditaram nas mentiras do inimigo e se tornaram cegos espirituais, incapazes de ver quem Deus é, e consequentemente, de ver quem eles eram. Esta busca existe desde aquele momento e continua até hoje. Todos buscamos uma resposta a esta pergunta.

    A pessoa na homossexualidade, de forma muito generalizada, é alguém que por algum motivo não cresceu emocionalmente na área da sua identidade afetiva e emocional. São “crianças emocionais”, que continuam buscando um modelo em que possam se espelhar para tentar desenvolver sua identidade como homem ou mulher. Elizabeth Moberly diz que o comportamento homossexual é uma forma de “infantilismo” emocional (Elizabeth R. Moberly. Homosexuality: A New Christian Ethic. James Clark & Co. Cambridge, 1983).

    Isto tudo significa que o verdadeiro problema não é o comportamento em si, mas sim um incômodo interior, uma inquietação, que a pessoa procura responder buscando envolvimento com pessoas do mesmo sexo. Meu propósito neste breve texto não é ir a fundo nesta questão, pois muito mais poderia ser dito sobre esta questão. O ponto principal aqui é chamar sua atenção para o fato que o seu filho, ou sua filha, que está envolvido na homossexualidade não tem um problema sexual, mas sim um problema espiritual e emocional.

    De forma bem resumida, o verdadeiro problema da pessoa na homossexualidade, não é o seu comportamento externo, mas sim, sua essência interna, sua natureza.

    Fomos criados por Deus, a partir de Deus, e para Deus. O propósito e razão do ser humano é conhecer a Deus, e ao conhece-lo, conhecer a si mesmo. Nossa verdadeira identidade pode ser encontrada somente em Deus, pois ele é nossa origem, nossa “matéria prima”, e nosso destino final.

    No entanto, ao nascermos desconectados de Deus (pois todos nascemos descentes de Adão e Eva, e não mais de Deus – veja Gênesis 3:5), imediatamente começa a nossa busca pela resposta à pergunta, “Quem sou eu?”. Se a queda não tivesse acontecido, esta pergunta simplesmente não existiria.

    Portanto, a busca da pessoa na homossexualidade não é uma busca por sexo e nem mesmo por amor, mas sim uma busca por identidade, por sentido e razão para a existência.

    Este é o verdadeiro problema do seu filho, ou de sua filha. Exigir ou forçar mudança de comportamento externo não irá ajudá-lo. Pelo contrário, vai até atrapalhar. Da mesma forma, aprovar, aceitar e “celebrar a diversidade” do comportamento de seu filho também não ajudar, pois a causa primordial continuará não tratada.

    Identifique a verdadeira solução para o problema da pessoa.

    Uma vez que entendemos qual é o verdadeiro problema, precisamos de uma verdadeira solução. Se o problema não é o comportamento, a mudança de comportamento também não é a solução, não é mesmo?

    Então, se o verdadeiro problema é a natureza espiritual das pessoas (e observe que isto afeta TODOS os seres humanos, incluindo aqueles que experimentam atração homossexual), e não o seu comportamento, a solução para o problema também é espiritual. Não adianta mudar o comportamento; é necessário mudar a natureza! Mas como é que isto acontece? Como podemos mudar nossa natureza?

    É aí que as coisas ficam interessantes, pois de fato, nenhum de nós tem o poder de mudar sua própria natureza, muito menos a natureza de qualquer outra pessoa que seja. A solução não está em nossas mãos. Somente Deus pode resolver o verdadeiro problema.

    E a boa notícia é que Deus já fez tudo que havia para ser feito para que o problema fosse resolvido de uma vez por todas. Vamos entender como isto aconteceu?

    Se o problema é o fato de termos nascido desconectados de Deus, descendentes de Adão, mortos e cegos espiritualmente, tateando no escuro em busca de um sentido para uma existência que não faz sentido algum, como é que Deus resolve esta tragédia?

    Em primeiro lugar, ele coloca os mortos no único lugar adequado para um defunto: ele os enterra!! É isto mesmo! Em Romanos 6 a Bíblia claramente diz que fomos sepultados!! Deus resolve o problema do morto – ele o enterra. É a única coisa que se pode fazer com alguém que está morto. Seja física ou espiritualmente. Porém, Deus não para aí. Em seguida, ao ressuscitar Jesus, Deus literalmente recria novas pessoas, agora com sua imagem e semelhança, seus filhos e filhas amadas, que, novamente vivos, voltam a crescer. E ao fazê-lo, vão deixando para trás o comportamento infantil. A prática da homossexualidade é um desses comportamentos de criança.

    Novamente, muito poderia ser dito sobre tudo isto, caso você tenha interesse em aprender mais sobre como Deus nos dá uma nova identidade, assista o vídeo “Evangelho, Identidade e Sexualidade”, que pode ser encontrado na livraria neste site.

    O mais importante agora é você saber que o verdadeiro problema do seu filho, ou filha, que é a morte espiritual e a busca por identidade, já foi resolvido por meio do trabalho completo realizado por Jesus na cruz: o seu sangue derramado remove o pecado que nos matou espiritualmente, e o seu corpo partido nos inclui nele mesmo, na sua crucificação, morte, sepultamento, e ressurreição! O trabalho de Deus foi completo e nos dá vida nova! E uma pessoa viva volta a crescer e pode deixar para trás o “infantilismo” emocional e seus comportamentos, e passar a se comportar de forma compatível com sua nova natureza.

    Entregue tanto o problema verdadeiro, como a solução, nas mãos da única pessoa que pode de fato ajudar a pessoa que você quer ajudar.

    Como afirmei acima, não podemos fazer nada para resolver o problema de um morto. Mas Deus pode e já fez. Agora, a coisa mais importante que você pode fazer, é entregar seu filho ou sua filha, aos cuidados deste mesmo Deus, para que ele faça o impossível. Somente Deus pode levar seu filho a experimentar o novo nascimento espiritual, que é a única coisa que de fato produzirá crescimento emocional e mudança de comportamento.

    Eu sei que muitos pais, especialmente muitas mães, ficam desesperados por seus filhos, com muito medo que sejam condenados ao inferno. Eu entendo estes temores, mas quero lembrar a vocês que o Pai celestial foi quem criou estes filhos. De fato, são filhos que pertencem a ele, pois como seres espirituais, mesmo estando mortos, continuam sendo amados por Deus que não desiste de nenhum deles. Este mesmo Deus orquestra as circunstâncias para que todos cheguem ao fim das suas forças e finalmente desistam de encontrar sentido para sua existência em qualquer coisa ou pessoa que não seja o próprio Deus. Este trabalho é Deus quem faz. Nós não podemos fazer isto. Mas podemos não atrapalhar Deus.

    Como posso “colaborar” com Deus para que isso aconteça? Muito bem, confie nele. Esta é a primeira e mais importante coisa. Deixe seu filho nas mãos dele. Comece a descansar. Lance fora toda a ansiedade a este respeito. Deus sabe o que está fazendo.

    Talvez você me pergunte: “Isto significa que eu tenho que aprovar o comportamento do meu filho?” Não, não é isto que eu quero dizer. Você deve aprovar o seu filho, amá-lo e caminhar com ele, mesmo que você não aprove o seu comportamento. Isto também não significa que você não vai estabelecer limites – vamos tratar disto daqui a pouco.  O ponto central agora é você entender que somente Deus pode resolver o verdadeiro problema – a morte espiritual – e dar nova vida ao seu filho. Mas seu filho precisa estar disposto a receber este presente de Deus. Você não pode tomar esta decisão por ele, mas você pode comunicar a seu filho o que você está aprendendo sobre o verdadeiro problema. Talvez ele já esteja cansado da prática homossexual e queira ajuda. Mas se ainda não estiver, espere em Deus. No momento certo Deus vai fazer o impossível para você.

    Respeite direitos e negocie limites.

    Algumas pessoas, quando me ouvem dizendo tudo isso, pensam que eu sou favorável ou indiferente ao comportamento homossexual. Mas isto não é verdade. Eu sei, por experiência própria, que o comportamento homossexual, além de ser algo fora da vontade de Deus para nós, não traz satisfação permanente. É uma busca incessante e infrutífera. Mas alguns levam muito tempo para “acordar” e perceber que continuam famintos e sedentos e que as coisas que estão fazendo estão até mesmo intensificando esta fome e sede.

    Mas, o que eu faço enquanto meu filho persiste na vida gay?

    Pois bem, vejamos algumas situações.

    Caso seu filho seja um adulto independente, que tem sua profissão, mora em sua própria casa, e paga suas próprias contas, você deve respeitar o seu direito de agir da forma que acredita ser a melhor para ele. Veja bem, respeitar não é a mesma coisa que concordar. Não existe a possibilidade de todas as pessoas de uma sociedade acreditarem exatamente nas mesmas coisas. Cada um tem seu sistema de crenças. Para que possamos coexistir com um mínimo de harmonia, precisamos respeitar o direito que cada um tem de acreditar no que quer acreditar. Isto inclui seu filho que está na homossexualidade e não vê nada de errado com isto. Mas isto também inclui você, que acredita que é um comportamento inadequado. Ou seja, um tem que respeitar o outro.

    Quanto a limites, neste caso, a situação é bem fácil. Imagine que seu filho vem lhe visitar. Você deve resolver, com seu cônjuge, se vocês estão dispostos ou não a receber o companheiro ou namorado de seu filho. Eu sei que a situação é bastante delicada para algumas famílias. Conheço algumas que proíbem que os filhos tragam seus namorados. Não acredito que seja a melhor das abordagens. Na minha opinião, o melhor é demonstrar a seu filho que você o ama tanto, que está disposto a abrir mão de algumas prerrogativas suas para tê-lo por perto de você. Lembre-se novamente que o verdadeiro problema não é o comportamento. Talvez você tenha que negociar com ele questões como carícias na frente da família, ou se o namorado vai ou não dormir na sua casa, e caso o faça, se será no mesmo quarto ou não. Enfim, são questões que cada família terá que decidir, e conversar a respeito.

    Agora, vejamos um outro cenário, um pouco mais complicado. Seu filho mora em sua casa, e depende financeiramente de você. Se ele é maior de idade, as mesmas situações acima se aplicam, com algumas diferenças. Por exemplo, você não é obrigado a “bancar” as despesas da vida homossexual do seu filho. Há famílias que cortam tudo: internet, celular, amigos, etc… Mas será que isto ajuda? Eu acredito que é uma “solução” temporária e arriscada. Neste caso, muitos filhos não vêm hora de sair de casa, e às vezes caem nas mãos de pessoas não muito confiáveis, em troca de um lugar para morar. Eu prefiro ser mais flexível, e ter meu filho perto de mim.

    Por outro lado, se seu filho é menor de idade, há algumas diferenças. Neste caso, você pode ser mais firme no controle, até porque você é legalmente responsável pelo bem estar do seu filho. Você pode estabelecer limites mais firmes, como horário para chegar em casa, com quem pode sair, e se os amigos podem ou não vir para casa, ou até mesmo dormir em sua casa.

    Geralmente filhos adolescentes tentam “manipular” seus pais para que aceitem sua homossexualidade como algo normal. Lembre-se, respeitar não é concordar. E neste caso, até que os filhos completem 18 anos, você é responsável por eles. Negocie os limites com amor, mas também com firmeza.

    Continue vivendo sua vida.

    Há famílias que são quase destruídas quando descobrem que algum dos filhos está envolvido na homossexualidade. Entram em pânico como se a pior coisa do mundo tivesse acontecido. Novamente, lembre-se do verdadeiro problema. Seu filho não é diferente de nenhuma outra pessoa. A única diferença é onde ele está buscando sua identidade.

    Conheço uma situação onde a mãe de um rapaz que lhe disse que era homossexual, resolveu que não descansaria até “salvar” o seu filho. Ela faz tudo que aparece na sua frente, que dizem ser útil para este propósito: São “campanhas de oração”, jejuns, seminários, congressos, e uma infinidade de coisas. Ela coloca folhetos no meio das roupas do filho, deixa Bíblias “acidentalmente” abertas em passagens que condenam a prática homossexual, proíbe que o filho traga qualquer amigo gay para sua casa, e muitas outras coisas. Ela não descansa. Está sempre aflita.

    E o pior de tudo, não tem mais tempo para o marido e para a filha, que já se sentem deixados de lado por ela. O fato é que esta mãe não entende qual é o verdadeiro problema, e tampouco qual é a verdadeira solução, como já vimos acima.

    Então, se você está passando por esta situação, lembre-se que Deus está no controle, que ele ama seu filho mais do que você, que ele sabe qual é o problema e já providenciou a solução. Então descanse em Deus. Toque sua vida. Volte a fazer as coisas que gosta, e dê atenção ao seu cônjuge e outros filhos. Sua preocupação e ansiedade não vão resolver o problema.

    Participe de um grupo de apoio.

    Porém, além de descansar em Deus, você pode procurar um grupo de apoio, onde outros pais e mães se reúnem para trocar ideias, aprender mais sobre a questão, compartilhar, chorar, se alegrar e até mesmo se divertir juntos!

    Há vários ministérios que oferecem grupos de apoio para pais. Visite o site do Exodus Brasil. O ministério Paz Com Deus também oferece aconselhamento para pais, e estamos estudando a volta do grupo de apoio para pais. Se você estiver interessado, entre em contato conosco: info@pazcomdeus.com.br.

    Utilize recursos adicionais.

    Existem alguns recursos que podem lhe ajudar a entender melhor esta questão. Neste site temos uma lista de livros recomendados, downloads gratuitos, e também alguns materiais para venda. Além de materiais, há eventos, como cursos, retiros e seminários que talvez possam lhe ajudar (mas desde que você não fique tão ansioso quanto a mãe que descrevi acima!!).

    Finalmente, quero chamar novamente sua atenção para este fato: Foi Deus quem gerou seu filho ou filha que está nesta situação. Deus é mais do que competente para trazer seu filho de “volta para casa”. Ele sabe o “caminho” do coração de seu filho, e na hora certa, Deus fará aquilo que é impossível para você e para mim: trazer seu filho de volta à vida, e como resultado da vida, a retomada do crescimento emocional, e como consequência, mudança de comportamento em todas as áreas, e não somente na área da sexualidade.

    Que Deus conforte teu coração e lhe dê sabedoria para lidar com esta situação.